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Delfinópolis tem confirmada primeira morte por febre amarela do Sul de MG


A morte de um morador de Delfinópolis (MG) é o primeiro caso de vítima da febre amarela no Sul de Minas. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou na manhã desta quarta-feira (25) que o morador de 52 anos possuía uma propriedade na área rural da cidade, adoeceu no início de janeiro e morreu em um hospital de Franca (SP), para onde foi transferido quando a doença se agravou. Com esse caso, subiu para 38 o número de mortes por febre amarela em Minas Gerais, conforme o relatório divulgado nesta terça-feira (24) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Ainda de acordo com o órgão municipal outros dois casos suspeitos de febre amarela são investigados em Delfinópolis: o de um homem de São Paulo (SP), que visitou o município, e o de uma mulher de 47 anos, que morreu em Paulínia (SP).

Segundo a família, a moradora de Paulínia também esteve na cidade sulmineira a passeio. Ela teria ficado em Delfinópolis entre os dias 4 e 11 de janeiro e apresentado os sintomas da doença um dia antes de retornar de viagem. A Vigilância Epidemiológica de Paulínia confirmou que a morte de Joversi do Prado Santos Guardia foi por febre amarela, mas a ligação com o Sul de Minas ainda é apurada.

Minas Gerais vive um surto de febre amarela e desde o início de janeiro o governo estadual recomendou reforço na vacinação e no trabalho de prevenção contra a doença, que é causada por um vírus e pode levar à morte em uma semana, caso não seja tratada rapidamente. Além das mortes confirmadas no estado, há outras 45 sob investigação

Prevenção e doses extras de vacina

(Foto: Reprodução/EPTV)
Delfinópolis é um município de 7.165 habitantes que fica na região do Parque Nacional da Serra da Canastra. Lá fica a Represa de Peixotos, que integra Furnas Centrais Elétricas. Segundo a secretária de Saúde, Luciana Rodrigues, há um posto de saúde para vacinar os moradores na área urbana e dois na zona rural, nos distritos de Olhos D'água da Canastra e Babilônia, que são referências para uma população que gira em torno de 3,5 mil pessoas.

"A confirmação dessa morte não muda em nada o trabalho que estamos fazendo contra a febre amarela, porque, principalmente depois que a primeira suspeita foi levantada, reforçamos o trabalho das equipes junto aos moradores. Estamos vacinando, fazendo a busca de primatas e dando orientação, segundo a determinação da regional de saúde", informou Luciana.

Ainda de acordo com a secretária, o município também recebeu reforço nas doses da vacina. "Nos enviaram 1 mil doses, que já estão acabando, e agora vamos receber mais 1 mil doses."

Mobilização no Sul de Minas

A princípio, os casos de febre amarela se concentram em áreas rurais da região do Vale do Rio Doce e Mucuri, mas, conforme o último relatório da SES, divulgado nesta terça-feira, além da morte confirmada no Sul de Minas, há outra em Januária, no Norte do estado. Para evitar que a situação se agrave, postos de saúde estão se organizando para atender a população que ainda não se vacinou contra a doença.

A vacina faz parte do calendário normal de prevenção do Ministério da Saúde e tem validade de 10 anos, com apenas um reforço após esse período. Como não há campanha para que as pessoas tomem a imunização, muitas unidades de saúde têm registrado filas com o aumento da procura.

Sobre a doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus. O risco de chegar em áreas urbanas existe se uma pessoa contrair o vírus selvagem e, depois, for picada por outro mosquito, que se torna o novo transmissor da doença.

Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o órgão recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas. Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

Postado por Passos 24 Horas on 18:06. Marcadores , . Adicionar aos favoritosRSS 2.0

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