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Polícia Militar intensifica combate à violência doméstica contra mulheres em Minas Gerais


Primeira Companhia de Prevenção à Violência Doméstica contra as Mulheres, da Polícia Militar, atende mais de 20 casos por dia. Inaugurada no último dia 21 de novembro, a iniciativa do Governo de Minas Gerais é pioneira no Estado e a segunda do país. A Polícia Militar atua em conjunto com diversos órgãos como o Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública. A sargento Danielle Randi, que integra a equipe de 35 PMs da companhia, explica como é feito o atendimento:

"Depois que a mulher registra a ocorrência, tanto pela Polícia Militar, ou na Delegacia de Mulheres, uma equipe comparece à residência dela. Nesse primeiro momento, a equipe vai ouvir a mulher e vai fazer os encaminhamentos necessários. Então, ela vai explicar sobre a Lei Maria da Penha e vamos fazer também encaminhamentos para apoio psicológico, Defensoria Pública, de acordo com a necessidade. Depois, nosso segundo atendimento vai ser um contato com o agressor, que pode ser o marido, um ex-namorado, a pessoa que está cometendo a violência doméstica contra a mulher. Nesse momento, a gente vai explicar também sobre a Lei Maria da Penha e vamos frisar principalmente a importância do cumprimento das medidas protetivas."; diz Danielle Randi.

Um dos casos atendidos pela Companhia de Prevenção à Violência Doméstica foi a de uma jovem de 20 anos, mãe de uma menina de um ano e 9 meses. Com o apoio das policiais, ela conseguiu retomar a sua vida:

"Ele começou a me bater quando eu engravidei da minha menina. Teve uma época que ele jogou um litro de álcool em mim, falando que ia me matar. Sete meses em cárcere privado com ele. E aí eu consegui um serviço numa padaria. Ia lá uns policial tomar café e nisso um policial reparou que eu tava com o rosto machucado e aí na hora que ele me perguntou, comecei a chorar. Aí, nisso ele falou, olha, a gente tem uma equipe, essa equipe vai na sua casa, eu fui e aceitei. Contei minha história pra Sargento Paula, nisso ela foi fazendo as visitas, eu fui pra um abrigo, ela foi resolvendo a minha situação pro lado de fora, hoje eu tô ótima, tô trabalhando, tá resolvida a situação."; relata jovem.

A Comandante da Primeira Companhia de Prevenção à Violência Doméstica, major Luciana Ferreira, reforça a importância da denúncia para que se quebre o ciclo de agressões contra a mulher:

"Ninguém merece apanhar nem ser maltratado. A Lei Maria da Penha, ela veio pra justamente intervir nesse ciclo da violência e todos nós somos responsáveis por cessar esse ciclo. Seja no ambiente familiar, seja vizinhos que ouvem ou presenciam a violência, então, todos devem intervir, porque em briga de marido e mulher, o Estado e todos nós devemos, sim, meter a colher pra intervir, cessar e quebrar esse ciclo da violência."; diz Major Luciana Ferreira.

A Primeira Companhia de Prevenção à Violência Doméstica de Minas Gerais funciona na Praça Rio Branco, no centro da capital. No interior do Estado, em 23 municípios, atuam as Patrulhas de Prevenção à Violência Doméstica que, só este ano, já realizaram cerca de 7 mil visitas domiciliares e acompanham mais de 2 mil casos. Para denunciar casos de violência contra a mulher, disque 190 ou vá até a delegacia mais próxima. As informações são da Agência Minas Gerais. (www.passos24horas.net)

Postado por Passos 24 Horas on 18:22. Marcadores , . Adicionar aos favoritosRSS 2.0

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